Vamos garantir um bom arranque na Batata
Recomendação Técnica para Outubro
A batata é uma cultura exigente desde os primeiros momentos
do ciclo. A gestão da água, a instalação da cultura, o desenvolvimento
radicular e a disponibilidade dos nutrientes criam a base para aquilo que
acontece mais tarde, na tuberização e no enchimento.
Nesta primeira parte da Recomendação Hubel Verde de outubro, Francisco Barradas, coordenador de zona do Ribatejo, Oeste e Península de Setúbal e consultor técnico-comercial da Hubel Verde, aborda as decisões que acompanham a cultura desde a plantação até ao desenvolvimento vegetativo.
Quer saber como podemos acompanhar a sua exploração?
A água primeiro
“Nenhum programa nutricional consegue compensar uma gestão inadequada da água.”
A disponibilidade de água deve manter-se tão regular quanto possível ao longo do ciclo, com especial atenção às fases mais sensíveis.
A rega deve ser ajustada ao tipo de solo, evapotranspiração, estado da cultura e desenvolvimento dos tubérculos. Em zonas com risco de salinidade, importa também acompanhar a condutividade elétrica da água de rega.
Esta informação deve ser considerada em conjunto com as análises de solo e com a produtividade esperada na definição do plano de fertilização.
Tratamento da batata-semente: começar pela instalação
Francisco afirma que “o primeiro passo deve ser garantir uma boa instalação da batata-semente, com emergência uniforme e rápido desenvolvimento radicular.”
O Germisem é indicado para o tratamento de sementes e tubérculos, com ação na germinação e no enraizamento. Na batata, a aplicação é feita por impregnação no momento da plantação, em conjunto com BluDiamond Booster, com distribuição uniforme sobre os tubérculos.
O objetivo nesta fase é criar condições para uma emergência homogénea e um sistema radicular ativo desde o início.
Desenvolvimento radicular: explorar melhor o solo
Na Recomendação Hubel Verde de fevereiro abordámos o papel do BluDiamond® Solplex Mycotec na fertilização de fundo da batata. Nesta recomendação, o foco passa sobretudo para a forma como essa base pode ser complementada através do sistema radicular.
O MycoUp, inoculante com Glomus iranicum var. tenuihypharum, promove a simbiose micorrízica e aumenta a capacidade de exploração do solo pelas raízes, o que favorece a absorção de água e nutrientes.
A utilização deve privilegiar as fases iniciais da cultura, quando a colonização radicular pode ter maior influência no desenvolvimento posterior.
Rizosfera e fósforo: aproveitar melhor os nutrientes disponíveis
A quantidade de nutrientes aplicada não determina, por si só, aquilo que a planta consegue utilizar. A atividade da rizosfera e a disponibilidade dos nutrientes no solo também têm um papel importante.
O MCT Terra, à base de aminoácidos de origem vegetal, pode integrar uma estratégia dirigida ao solo e à rizosfera, com o objetivo de favorecer a interação com organismos benéficos e apoiar o equilíbrio biológico do solo.
O Natiphos é um biofertilizante baseado em microrganismos e metabolitos naturais, associado à solubilização do fósforo e ao desenvolvimento radicular e vegetativo.
A sua utilização pode ser posicionada numa fase em que o desenvolvimento das raízes seja prioritário, com o objetivo de melhorar a disponibilidade do fósforo existente no solo e do fornecido através da fertilização.
O VitaSoil, já desenvolvido na recomendação de fevereiro, pode complementar esta abordagem através da atividade microbiológica da rizosfera e da disponibilização de nutrientes.
“A fertilização deve ser baseada em análises de solo e água e ajustada à produtividade esperada”, explica o consultor.
Desenvolvimento vegetativo: construir uma área foliar funcional
Depois da instalação, a cultura precisa de desenvolver uma área foliar suficiente e funcional, capaz de sustentar a atividade fotossintética e, mais tarde, o desenvolvimento dos tubérculos.
Na Recomendação Hubel Verde de fevereiro também abordámos o Utrisha N, baseado em Methylobacterium symbioticum SB23, como complemento da estratégia de fertilização azotada.
Nesta fase, importa sobretudo assegurar um desenvolvimento vegetativo equilibrado e uma superfície foliar funcional, sem perder de vista a transição posterior para a tuberização.
Uma boa base prepara as fases seguintes
A partir da tuberização, as prioridades alteram-se. A gestão do stress, o equilíbrio nutricional e a disponibilidade de potássio ganham maior importância à medida que o foco passa para o desenvolvimento e enchimento dos tubérculos.
Na segunda parte desta recomendação, abordamos
precisamente essa transição: da tuberização ao enchimento.
Se pretende apoio para aplicar estas recomendações na sua exploração, a equipa da Hubel Verde está disponível para acompanhar no campo e ajustar a estratégia ao seu contexto produtivo.
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